Existe um sentido no voo dos pássaros?

aquela vontade de voltar numa experiência….

Ao longo da minha vida profissional e como atleta sempre questionei e procurei manter acesas as minhas motivações. Seria o desafio pessoal de provar a mim mesmo que posso ir além do que imagino o que me faz seguir em frente? Ou o objetivo de ser guiado pelos propósitos que me forçam, nessa caminhada, a me tirar do lugar comum de todo dia?

A maratona de Salomon Ultra Trail, na Hungria, realizada em junho deste ano, na pequena cidade de Szentendre veio para me mostrar que desafio e objetivo não se desassociam. Foram 112 quilômetros, 16 horas e 46 minutos de altos e baixos durante todo o percurso nas montanhas próximas a Budapeste. Em alguns momentos era o desafio de levar adiante a meta pessoal que me propus o que me sustentava focado. Em outros, o que me fazia não desistir era o objetivo de cumprir um propósito que não envolvia apenas as minhas escolhas. Eu carregava junto comigo, a tarefa de converter cada um dos 112 quilômetros em litros valiosos de água para quem mais tem sede no Brasil: os moradores do sertão nordestino.

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Mesmo criando uma rotina de preparação árdua e constante com meses de antecedência, houve sono, cansaço, calor, bolhas no pé, tombo e cãibras nos terrenos de Szentendre. Mas, também teve o incentivo de voluntários, o apoio da minha esposa como uma verdadeira running crew, a possibilidade de conhecer e observar um pouco da cidade, e a chance de mergulhar no silêncio da madrugada e do dia amanhecendo a cada quilômetro percorrido. Assim como a sensação inexplicável e irrecusável de cruzar a linha de chegada.

Nos 6 quilômetros finais da maratona, minhas vozes interiores quase não estavam dando força suficiente para eu continuar. De alguma maneira, a prova parecia querer que eu sentisse a sede e a dor dos que não têm água para beber. Meu desafio como esportista me provocou a ser minimamente empático com o lugar que não cabia a mim, mas a outro ser humano.

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Mais uma vez estive diante do aprendizado e dos paralelos que o esporte sempre traz para todos os aspectos da vida. Entendi essas duas palavrinhas, desafio e objetivo, como molas propulsoras. A satisfação de vencer uma “batalha” interna é tão grande, feliz e necessária quanto a de vencer a que envolve muitas outras vozes além da minha. Poder conciliar ambas é um privilégio, assim como um compromisso.

Na minha vida de diretor comercial da Omint, uma das principais empresas de saúde e seguros do Brasil, as metas pessoais de crescimento e aperfeiçoamento me acompanham diariamente. E seguem entrelaçadas aos objetivos e propósitos que abrangem o meu trabalho ao lado de uma equipe de colaboradores, além do objetivo maior da empresa e dos valores seguidos e transmitidos por ela.

Szentendre, a cidade protagonista da minha última ultramaratona, poderia ser também chamada de a cidade dos pássaros, pela infinidade da espécie presente naquele ambiente. E como no tempo de cada pássaro me trouxe a lição delicada de seguir o caminho me desafiando nos objetivos pessoais e profissionais. Não pela vaidade de alcançar longos, mas por compreender que este é o movimento natural que traz sentido para o que somos e fazemos.

 

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